sábado, 23 de abril de 2011

Amadas Iir.: de Senda,

Tenho mais medo de um coelho que põe ovos de chocolate do que do coelho chapeleiro e maluco das histórias de Alice,

Não penso em Páscoa com alegria, pois sempre lembro que na sexta-feira passada Nosso Mestre foi crucificado, por um bando de cegos adormecidos e que hoje, a coletividade de cultura consumista, como aves de rapina, o destroçamos todos os anos como a Prometeu acorrentado no alto do penhasco, por Ele ter nos dado a Luz dos deuses.

Na Semana Santa, eu me recolho, faço um balanço sobre o que eu realmente represento no drama da humanidade. O que tenho feito para melhorar a mim mesma ou amenizar a dor dos que sofrem.

Uma pena que a Páscoa esteja resumida a um coelho de olhos vermelhos , sic, A shopping centers lotados de pessoas se engalfinhando para comprar o último ovo de chocolate para uma criança voluntariosa e rabujenta que, talvez, nunca tenha ouvido falar no real significado da comemoração.

Jesus ressuscitou dos mortos e está presente em nossas vidas vazias de fé e de bondade.

Que Jesus esteja presente e vivo em nossos corações, que seu proceder sirva-nos de exemplo no trato com o nosso semelhante, no trânsito, nas ruas, nas conduções, na nossa família.
Que sejamos humildes e cordiais, que sejamos simples mas que a Luz da Verdade seja lâmpada para nossos pés e Luz para nossa senda.

Amadas Iir.: Comemoremos a Páscoa em seu real significado, de amor, perdão, sacrifício e esperança de que nunca estaremos sozinhas.

As mulheres foram as primeiras discípulas de Jesus a segui-lo, mulheres cuidavam-no e tratavam-no como a um filho. Uma mulher lavou seus pés cansados de andar pelos desertos das almas dos homens, foi uma mulher que secou o suor do seu rosto, foram mulheres que velaram seu corpo e, foi uma mulher quem primeiro o viu após a ressurreição. Mulher nenhuma jamais o traiu ou trairia.

Nós mulheres fomos aceitas e escolhidas por nosso Mestre, quando uma cultura tratava-nos como bestas procriadoras.
E é, por esse Mestre que me recolho e oro, é para esse Mestre que dirijo minhas preces e peço perdão pelo pecado que jamais cometi.

QUE JESUS ESTEJA VIVO EM NOSSOS CORAÇÕES E EM NOSSOS ATOS.

COMEMOREMOS NOSSO JESUS VIVO RESSURRETO EM NOSSAS VIDAS.


Um T.:F.:A.:
Sob os auspícios do G.:A.:D.:U.:
M.:M.: Lucy Figueiredo

sábado, 9 de abril de 2011

O mundo continua girando e eu continuo...

Pois bem, o que era presente, virou passado: o reveillón, a festa na Casa de DEVS, a câmera do Rani, a prova que eu passei, as novas turmas que assumi, preparar as aulas das novas turmas etc.
Coisas que queria e devia fazer e não fiz, coisas que não queria fazer e fiz... Vida que segue.
Anita, (o grilo falante) continua aqui, falante como a consciência de Pinóchio.
A vida é feita de escolhas, vivo me dizendo isso. Às vezes, parar faz parte do seguir. Uma parada para recuperar o fôlego e avaliar o percurso já feito.
Ando assim, preocupada com mainha, mas as limitações terrenas me impedem de cumprir o meu dever (de filha).
Rani está filmando seu roteiro. Pois que filme! E que filme bem porque é o que ele gosta (e sabe) fazer.
Quando tudo parecia inóspito eis que nos vem a esperança fecundante de um novo ente auspicioso. Novos projetos, novas alianças.
Lei da compensação - opostos que se nos revelam, amigos leais que se nos acercam. Vão-se os anéis de latão, ficam-se as alianças áureas.

Dá-nos ó Deus teu APOIO
e com teu apoio, a FORÇA,
e com a força a CIÊNCIA,
e com a Ciência a ciência do que é JUSTO,
e com a ciência do que é justo, o poder de AMAR,
e em se amando o Amor de DEUS.
De Deus e de toda BONDADE.

Vida que segue...

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Novo ano chegou (rascunho)

Aviso aos navegantes
Este texto ( e todo o blog) passará revisão para correção ortográfica e gramatical.Sou péssima digitadora e agora dei para ter unhas grandes.:
O novo ano chegou.
E chegou bem.
Tenho andado meio preguiçosa em escrever, mas assunto não me falta e dos mais variados temas.
Tivemos Natal, Ano Novo e meu ritual de passagem com o TUDO PERFEITO E MARAVILHOSO 2011 e AGORA EU CHEGUEI LÁ 2011.
Continuo indo na terapia embora tenha dias em que não quero ir, mas vou. Em outros dias, meu inconsciente (se é que ele existe mesmo) me sabota e eu não vou.
Tem o meu eterno (quero continue assim) assunto Raniere, a formatura, a compra da câmera que agora dá-me frouxos de risos mas na hora deu-me ganas de pegá-lo e tapas ou de me amordaçar para parar de imiscuir-me na vida do meu filho que já é um homem. BAh! Esta sou eu! Euzinha, Tia Lucy, Luluzinha, Uxelia , Bruxelia.
Trabalhei nas eleições. Que experiência! Jeus, Maria e José! Quem merece o ser humano? Impagável! Até mesmo porque é trabalho a título não oneroso.
Os presentes-lembranças que comprei para meus sobrinhos, violando meu peincípio de não dar presente em festa comercial da coletividade.
Teve ainda a viagem do Tuti no Reveillón que deixou Anita com uma ruga entre as sobrancelhas. Teve e jantar(ou almoço, sei lá) com Luiz Ribeiro, MArgarete e áureo - foi muito bacana.
Gabriel esteve por uma semana aqui em casa, andou com Tuti pra cima e pra baixo e foi à praia com o Rani. Minha preocupação em Raniere cuidar do primo adolescente.
Teve a festa de Ano novo ( no dia 02/01) na casa de Revs.
Nossa quanta coisa! A chuva que sempre me traz alegria e esperança neste ano, inexplicavelmente trouxe-me aprrensão. E não deu outra, uma tragédia na Região Serrana que me faz olhar pra mim mesma e ver que não estou fazendo absolutamente nada para melhorar o mundo. Que talvez eu seja mais um peso morto andando sobre a face da Terra.
Entre outras tantas coisas, muitas impressões que deixei de registrar por pura preguiça. Idéias, insights, verdadeiras epifanias que deixo de registrar...Uma pena.
Passei o recesso do trabalho estudando para uma prova em Janeiro. Ainda não sei o resultado.
Estou com planos de realizar uma pesquisa, mas ainda é id[eia.
Outro dia, assistindo a um programa na TV , que transmitia um concurso de composições de músicas para crianças. Já peguei na semi-final com quatro classificadas. QUatro composições diferentes e uma delas chamou minha atenção por tratar-se de uma música que percebe-se logo de cara, foi escrita or uma pessoa de idade saudosista do seu tempo de criança. Uma linda menina de olhos azuis e cabelos loiros catava com uma vozinha enjoada e tod omundo dizendo que a música era isso e aquilo de bom.Uma outra música tratava de uma festa de animais, não gostei muito do ritmo mas a letra é boa e as meninas muito afinadas. Daí Pensei: de que adianta uma música que as crianças não vão entender porque não viveram a época da bola de gude, da bola de meia, do pera- uva- maça-salada mista, do pião, da pipa, enfim..coisas que muits crianças jamais saberão do que se trata. Quanto a festa dos animais eu, gostei. Gostei porque animal está mais em moda do que criança, gostei porque fala de animais da fauna brasileira e gostei mais ainda pela idéia da festa. Ora, o que é uma festa? Uma reunião de pessoas amigas ou conhecidas (claro que têm os bicões). A ideía de uma harmonia ou parceria entre os animais diferentes, pareceu-me uma coisa legal de ensinar para as crianças sobre diversidade; A música fala ainda de um dos bichos com mau comportamento que é repreendido pela onça ou outro bicho feroz.
Daí pensei mais ainda: ora isso sim seria uma música para criança. É atemporal, sem saudosismo. A realidade é outra , a infÂncia de hoje é outra, a criança de hoje já é alfabetizada com um computador. Não podemos nos alhear a esta realidade. Temos que encarar que na rede tem muitos jogos e diversões que atraem a curiosidade genial das crianças. Pareceram-me boas as minhas idéias dependendo do que eupretendo fazer com elas.
Tá tá tá!Como diria o Professor Girafalis.
(cadê o pedaço do meu texto que estava aqui?)
Gabriel foi tão persuasivo que instalei e comecei a jogar. A Dudu, minha sobrinha de nove anos está lá, meuoutro sobrinho de 15, está lá, as filhas das minhas sobrinhas, estão lá. Tudo muito bem até que logo de cara, uma das primeiras tarefas a cumprir para ganhar dinheirinho de camponês era "roubar" a plantação dos vizinhos (que são amigos adicionados do orkut e que participam do jogo). Já fiquei logode maus bofes com o jogo. Resisti o quanto pude e percebi que não evoluiria no jogo se não cmprisse a tarefa.Gabriel insistiu tanto que lá fui eu roubar meus vizinhos. Somente depois fui saber que os amigos ficam sabendo que vc os "roubou". Fui fazendo , comprando, colhendo plantando, enviando presentes, regando a colheita dos amigos. Aparece-me outra tarefa, roubar o solzinho da fazenda amiga para cumprir nova tarefa. Eu gritei pra dentro de mim, isso não, Lucy. MAs não dá pra ir em frente se não cumpri a tarefa. Pensei em sair do jogo, mas continuei. Foi quando minha sobrinha d enove anos entrou na minha fazenda e roubou tudo o que eu tinha e me falou isso rindo e comos e tivesse descoberto uma nova estrela. Daí pensei: esse jogo é perigoso e assim como meus tres sobrinhos estão jogando muitas outras crianças também estão e recebendo esse tipode orientação: roubar pra se dar bem,para evoluir, para comprar novas semestes e se alguém vier te roubar, voce compra um cachorro e dá mauitos ossos para ele morder as pessoas que vêm roubar sua fazenda.
Resumo da ópera: a internet é fato presente e consumado na vida das nossas crianças, a violência e o progresso nas cidades impedem a ocorrência de muitas brincadeira infantis do meu tempo e do tempo da minha mãe. Então, temos que ter a internet como parceita nessa educação de seres humanos que serão os adultos num futuro bem próximo.
Busquei a comunidade do jogo, li as respostas do moderador para outros usuários então falei que o jogo era muito bom que estimulava a criança a trabalhar sua terra, cuidar dos animais, ajudar seus vizinhos mas que, por conta do suposto grande número de crianças que acessam o Orkut, podeiam pensar em uma forma de substituir a aterfa por algo mais educativo ou menos nocivo, o sujeito me chamou de NEORÓTICA, mandou eu me internar, procurar um psiquiatra e um psicólogo. Aí eu me diverti esinceramente um hospicio é mais são do que o mundo aqui fora.O Moderador disse que é apenas um jogo e que não ensina ninguém a roubar e que criança aprende isso em outros lugares. Não deu pra entabular conversa nenhuma com a criatura que, além de tudo, disse que jamais teria filhos porque filhos ENCOMODA e é um cabresto para a vida inteira, um peso amarrado no pescoço. Dei-lhe uma resposta educada e cordial pedi-lhe pra não desacreditar do ser humano nem do mundo, peguei meu chapéu e tchaw.
Foi engraçado. Engraçado porque em outro tempo eu ficaria danada de raiva, mas fiquei muito tranquila e rí a valer, sem contar que, coisas do orkut, entra uma dona na conversa e fala que a culpa da violência e dos marginais é dos psicólogos e dos educadores que impedem a mãe de bater nos filhos. Essa eu nem me dei ao trabalho de responder. Isso não merece resposta.
O moderador só mudou o rumo da prosa e passou a ser educado quando eu disse que sou advogada, professora de Direito e estudante de Psicologia e que faço parte de um grupo multidisciplinar que está estudando uma forma de aproveitar o tempo que a criança fica jogando na internet para desenvolver sua cognição.
O cara e a dona devem ter feito GLUPT!
Ao final ele deletou meus comentários sobre apologia ao ilícito, sem contar que o avatar do camarada é uma folha de canabis sativa. Fala sério!
Internet não é lugar para criança!Mas podemos promover estudos e desenvolver pesquisas com Tecnólogos da Informação, Psicólogos, educadores e Advogados para que, ao menos nesses sites de relacionamentos mais acessados os jogos passem por uma regulamentação. Sei lá! A Sociedade Civil precisa se mobilizar nesse sentido a fim de permitirmos que as crianças, sejam crianças em seu tempo de crianças. Pois o que vemos hoje são crianças adultas e adultos infantilizados, mulheres com Hello Kit e passarinho piu-piu. Unhas decoradas como adolescentes roupas de criança como uma Lolita e meninas vestias de "piriguetes", olhos, boca e unhas pintadas, sapatos com saltos. Uma aberração! Depois não se sabe porque o aumento dos csos depedofilia.
Entre o recesso do trabalho em Dezembro e minha revolta com o COlheita Feliz Hoje, várias outras coisas se "assucederam". Teve ainda a visita do casal de Simão Pereira. Mas estou com preguiça de digitar.
Fica para a próxima.
Como disse lá no início, este texto está cheio de erros de digitação que depois, bem depois, corrigirei.

Eu na Terra.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

09/12/2010

Os dias começam mais cedo e terminam mais tarde.
As ambições são poucas, Já não se qure muito além do dia-a-dia.
Viver é o grande mistério da vida.!
Depois de muito viver, percebe-se que não se viveu. Foi-se levado pela enxurrada, dessa grande onda que é viver.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O HOMEM FORTE DO BRASIL É MULHER

Hoje ao raiar de um novo dia, a história do Brasil ganha um novo marco: antes e depois da eleição presidencial em que o povo elegeu uma mulher como chefe do Poder Executivo.
Uma quebra de paradigma, uma nova forma de compreender o papel da mulher na sociedade brasileira e, dada a importância econômica do país no atual contexto internacional, no mundo.
Esse reconhecimento da capacidade e qualificação da mulher é premente em nossa sociedade para que possa se adaptar à realidade que bate à porta sem levantar bandeiras acerca de gênero e urge a necessidade de medidas políticas de inclusão e respeito à mulher tomando-se por base o Princípio Constitucional da isonomia.
Desde muito, no Brasil, a mulher vem lutando para conquistar espaços antes só ocupados por homens tanto no mercado de trabalho como na vida política do país, e tem demonstrado sua competência e capacidade nas mais diversas áreas de atuação: policiais, médicas, militares, engenheiras, administradoras de empresas, executivas, levando-se em conta ainda sua inclusão no mercado de trabalho em atividades antes tidas como eminentemente masculinas: são brasileiras em plataformas de petróleo, em grupo de salvamento do corpo de bombeiros, capitãs de quartéis da polícia militar, mecânicas, mestres de obras etc. ainda assim, o censo 2010 aponta para desigualdades no tocante a oportunidades de ofertas de empregos e salários, ainda assim a mulher vem constantemente sofrendo agressões físicas e psicológicas.
O IBGE - Censo 2010 se depara com a realidade da família brasileira onde um grande número de famílias são chefiadas por mulheres.
A despeito disso e da Lei 11.340/2006 - Lei Maria da Penha, ainda são alarmantes os números de registros nas Delegacias Policiais sobre violência contra a mulher, bem como os índices de mulheres mortas em violência doméstica, o que significa que, a despeito do avanço dos direitos políticos e civis das mulheres no Brasil muito ainda necessita ser feito para a elevação da condição da mulher em nosso país.
Os efeitos danosos do preconceito de gênero representam um grave defeito na base de nossa vida nacional.
Os benefícios para a mulher jazem inquietantemente sobre imutáveis suposições herdadas, mais geralmente não examinadas. Muito há para ser feito. A conquista da total igualdade exige um novo entendimento sobre quem somos, qual é nosso propósito na vida, e como nós nos relacionamos uns com os outros - um entendimento que irá nos compelir a remodelar nossas vidas e por meio disso nossa sociedade.
Em nenhum outro tempo, desde o início do movimento pelos direitos da mulher no Brasil, a focalização desse assunto se fez tão urgente e vital. Estamos no limiar de um novo século e de um novo milênio. Seus desafios já estão sobre nós, influenciando nossas famílias, nossos estilos de vida, nossa nação, nosso mundo.
O preconceito de gênero, alimentado por uma cultura machista já não cabe mais nesses novos ares de um Brasil em pleno desenvolvimento, para seu reconhecimento e fortalecimento perante outros povos e outras nações e outras culturas.

Essa luta silenciosa das mulheres é tão fortemente sentida pelas mulheres maçons, que desde o século XVI vem lutando por serem reconhecidas e regulares.
Na Maçonaria, urge que regras medievais sejam definitivamente abolidas pois que numa sociedade justa já não cabe aceitar a exclusão das mulheres nos trabalhos de construção e desenvolvimento da humanidade, ou que seja considerada incapaz de trabalhar em seu próprio crescimento moral e intelectual e espiritual.
O tempo muda, a sociedade é dinâmica, outros valores são assimilados. Não se pode considerar como um Land Mark (imutável) uma regra que proíbe a mulher na Maçonaria, escrita em outro contexto político e social, quando os papéis de homens e mulheres eram marcados por lugares determinados e crenças centrais coletivas de que a mulher era um peso sobre os ombros de um pater familias.

Se a Maçonaria é uma sociedade, na qual Homens (leia-se em seu sentido lato – homens e mulheres) livres e de bons costumes,cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça e que tem como um de seus deveres, observar as leis vigentes do país, não cabe falar no não reconhecimento e na regularidade das Lojas femininas ou mistas.
Igualdade, tolerância e observância às leis do País implica o respeito aos valores contidos na nossa Carta Magna que nos determina a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, e nos garante, no caput do seu Art. 5º como direito fundamental que “ Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” , ressaltando ainda no inciso I do mesmo artigo que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”
Se a despeito da Constituição Federal, o homem ainda fala no não reconhecimento da mulher Maçon por conta do disposto na Constituição de Anderson, a Maçonaria dita masculina, descumpre um dos mais importantes Land Marks: descumpre a Lei do próprio país.
Tudo o que separa é triste, tudo o que discrimina é ignorância e, no atual contexto jurídico brasileiro é ilegal.

Chegará o dia em que não haverá mais a separação ou classificação por gênero ou por opção e sim pela condição de humanidade.
Com a eleição de Dilma Rousseff para a presidência da República um novo olhar será lançado sobre a condição da mulher e homens e mulheres serão verdadeiramente iguais não somente na lei, mas na consciência de todos assim como o são perante Deus.

domingo, 27 de junho de 2010

Minha experiência com a noite da Lapa RJ

Todo mundo que conheço quer ir à Lapa, convida para um bar... da Lapa, comemora o aniversário..na Lapa., encontra amigos prum chopp..na Lapa.
Meu marido convenceu-me a ir à Lapa comemorar o aniversário de um dos nossos amigos.
Bem, nunca gostei daquele lugar, nem quando morava lá , depois que virou "point' de encontro e diversão, menos ainda. Mas sempre penso que temos que procurar rever nossos conceitos. Embora considere que a Lapa é uma bosta de lugar, fui porque afinal seríamos só nós o amigo e seu filho, era feriado do dia do trabalho e dia da feira de antiguidades. Pensei: vou gostar, se não gostar de nada, ao menos tem a feira.
Fomos ao Bar Brasil.
Na real? Uma merda! Serviço ruim, comida ruim e cara, gente esbarrando na nossa cadeira, barulho infernal, decoração horrível, banheiro único nomeio do salão. Lembro-me que quando morei lá aquilo, se não me falha a memória, era uma borracharia, mas já foi um hotelzinho de hospedagem para solteiros.
Na feira, coisas interessantes, gente metida a entendida em arte e antiguidades e algumas até entendidas mesmo, mas a mioria falando bobagens com ares de intelectual Entrei numa loja, gostei de algumas coisas imitando antigas e de outras coisas antigas imitando novas...Tudo muiiiiiiiiiiiito caro e mesas e mais mesas e barracas de quinquilharias espalhadas pelas calçadas atravancando a passagem. Há alguns anos, aquela feira era maravilhosa...
Num determinado momento, música ao vivo no meio da feira no último volume. Não se consegue escutar quem está ao lado, não se entende porra nenhuma da porra da música. Tem que ficar muito bêbado ou doidão pra gostar. Como não sou nem uma coisa nem outra foi dureza esperar o fim da (sic) diversão..
Tudo bem, é só por um dia como gentileza ao amigo, dá pra agüentar. Estava tudo indo quando de repente, em determinada hora (sei lá, tipo 20h), o bar fecha sem cerimônia. FECHADO.
Ok, os rapazes queriam beber mais (por que homem quer beber tudo? ou muito? ou quer beber tudo e muito?).
Fomos para a calçada do bar ao lado-O Barbieri.- pegamos uma mesa na calçada. Chopp muito bom (Bar Brasil não tem chopp mas tem cerveja cara e quente), o garçon, o Freitas, um nordestino, parecendo o Batoré, atencioso nos atendeu como se fôssemos os únicos lá. O serviço na rua é melhor que no Bar Brasil, mais refrigerado (ar da rua), o graçon não deixa juntar louça na mesa, menos gente esbarrando, mais liberdade e tal, entretanto,sempre aparece um pidão, sujo, mulambento, fedorento , descabelado, drogado ou bêbado que dribla a segurança e pára em frente a nós, fica olhando pra comida, pra bebida, pro cigarro e pede. Dá pena de ver a degradação humana e as outras pessoas passando como se aquelas outras pessoas fossem invisíveis. Uns querem nos fazer um desenho(desenhos que nem de longe parecem contigo), outros querem nos vender todo o tipo de quinquilharia inútil e tem também, essas, as que mais me dói em ver, crianças de 5,6,7 anos pedindo moedinhas ou querendo engraxar nossas sandálias, vender balas...; gente bêbada ou drogada passando pra cima e pra baixo sem rumo, grupos de adolescentes aos gritos, taxistas se degladiando e gente, realmente de todas as tribos, pessoas bisonhas e bizarras, mulheres vestidas umas como se fossem a festa do Oscar, outras como se viessem de uma noite de trabalho na Av. Atlântica, outras ainda de góticas, patricinhas, hippyes, gente de tudo quanto é jeito. Casais tão contrastantes que só acreditando que assim nas pilhas nos relacionamentos os opostos se atraem.
O barulho é infernal, nos chega de todos os cantos, do bares , das casas que oferecem show ao vivo(uma ao lado da outra), velhos sobrados que nem sei como suportam de pé o impacto do som alto das músicas e dos instrumentos., buzinas, gritos das pessoas nas ruas, conversas altas abafadas pelo som.
Pelamordedeus! Que diversão é essa!?
Finalmente a noite acabou fui pra casa prometendo que nunca mais iria ali.
Mas, nem tudo é como a gente programa e vários dias depois uma amiga resolveu comemorar seu aniversário na Lapa. E por mais que eu tentasse declinar não teve desculpa que desse jeito, ela primeiro convenceu meu marido e o mesmo amigo do dia do trabalho afinal, ela havia reservado o mezanino de uma casa de show – Sacrilégio. Pensei, Ah, não vai ser tão ruim.
Pra quê que eu fui pra lá meu Deus! Pior, muito pior que na rua, pior que no Bar Brasil.
Som ao vivo, banda com bateria, piston, bumbo, cantor, beck vocal e o escambal num som super maisquesuper alto. Estranhei ao chegar porque vi, em cima da mesa dois bolinhos pequenos de papel que o garçon esquecera de tirar quando limpou a mesa, só depois fui saber pra que serviam, alguém também não aguentara o barulho infernal. INSUPORTÁVEL.
Saí antes, muito antes do parabéns, aliás, saímos, meu marido e o amigo vieram, muito embora eu tenha insistido para que ficassem pois estavam gostando. Só então nosso amigo nos disse que também enfiara um bolinho de guardanapo de papel no ouvido.
Um lugar abafado, sem chopp, comida ruim, poção pequena e muito cara e muito, muito , muito barulho.
O salãozinho embaixo do mezanino estava SUPER lotado sem espaço pra dançar nem pra andar. As pessoas ficam lá em pé ouvindo a banda em cima delas. Se isso é diversão e lazer, quero voltar pro trabalho.
Demos uma desculpa e saímos antes do bolo e fomos parar na calçada do Barbieri, mas minha cabeça não agüentava mais, entretanto para não ser estraga prazer, fiquei com os rapazes, era melhor aturar os malucos do pedaço do lado de fora, os pidões, os taxistas, as figuras exóticas e bizarras do que ficar presa num local sem ventilação, ar condicionado meia boca e etc. Aquilo ali deveria ser cumprimento de sentença. Deixar o cara lá por dias a fio, em uma semana estaria surdo e tão maluco, abobado ao ponto que não ia ter miolos pra pensar em crimes.
Finalmente a noitada chegou ao fim lá pelas 2j30 da manhã. pegamos um táxi e cheguei à casa. Fui dormir depois de um banho e um incenso de chama violeta para transmutar toda a energia ruim que veio impregnada em nós.
Digo com certeza, Lapa NUNCA MAIS.

sábado, 12 de junho de 2010

FILHOS? MELHOR NÃO TÊ-LOS!


De perto ninguém é normal, todos nós temos nossas patologias.
Em todo o caso, somos o que podemos ser.
Quanto aos pais, sabemos que até os psicólogos erram na educação dos filhos.
Certa vez a Profa. Marcia Parga disse: por mais cuidado que se tenha, por mais psicologia que usemos, sempre vamos errar com nossos filhos, pois até os filhos bem cuidados não são bem educados. Não há fórmula.
Mas como mãe, posso dizer: o erro de uma mãe educando seu filho é culposo ( sem a intenção de causar dano).Os pais erram por imperícia no ofício de serem pais. Erram tentando acertar.
Tomamos nossos pais como modelos e erramos ao esperar deles comportamentos supra humanos esquecendo que são tão somente homem e mulher como nós que erram, que pensam, que sofrem, que têm sonhos, expectativas e que, como humanos, erram, "pisam na bola".
Os pais repetem com os filhos aquilo que consideraram correto na educação que receberam de seus pais (nossos avós), mas na tentativa de corrigir o que eles consideraram erro dos seus pais, via de regra, pecam por excesso: permitem demais, são autoritários demais, são 'amiguinhos" demais e pais de menos, limitam de menos e tentam compensar suas próprias frustrações em seus filhos. Quem não já ouviu pais falando: Eu dou a você o que não tive dos meus pais. Você tem o que eu nunca tive!.
Uma das muitas coisas que aprendi no meu ofício de mãe é que nossos filhos têm seus próprios amigos e nós somos MÃES não podemos abrir mão disso,não podemos negligenciar as atividadeds dessa função. Amamos nossos filhos e devemos tratá-los como filhos para sermos tratados como mães e pais e não como amiguinhos. O que não significa dizer que não sejamos amigos de nossos filhos, significa apenas que não somos seus amiguinhos de escola. Quando aprendi a separar estas coisas minha relação com meu filho melhorou e ele também melhorou porque afinal ele sabia exatamente o que fazer, como se comportar e como me tratar.
Qual a fórmula? Não há fórmula. Como disse a Marcia Parga,por mais cuidadosos que sejamos por mais certos que tentemos ser, na educação dos nossos filhos, sempre vamos errar de alguma forma e enem assim os amamos menos.
Porque filhos não vêm com um manual de instrução, seu funcionamento é autoajustável, depende ainda de fatores externos alheios à nossa vontade e diligência.

Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não tê-los como sabê-los?